Areia, sol, mar e céu.
Tem sido o local de eleição dos últimos dias.
Não, não fui para a praia para estar naquela atitude de me deixar tocar pelos raios quentes, brilhantes e perigosos do sol.
Fui caminhar. Bem cedo, ainda o dia começava a ensaiar a alegria dos primeiros raios do grande luzeiro do céu, e lá fomos nós, um grupo de quatro, disfrutar do prazer da caminhada de modo a iniciar o novo dia com mais energia e um novo espírito.
Como sou mais lenta, combinamos logo de início que "amigo não empata amigo" e cada qual que seguisse o seu ritmo.
No meu ponto de vista, e desde sempre visto que faço alergia ao sol, a praia é aquela que se experimenta bem cedo.
Vêm-se barcos na faina, alguns funcionários a limpar aquilo que os descuidados e menos escrupulosos abandonam no areal (dá trabalho a levantar para depositar o lixo nos locais próprios...), muitas gaivotas que aproveitam para se espreguiçar e ver chegar a hora da partida para mais uma jornada em busca de alimento ou de banho na água salgada e, o silêncio...
Tempo de jornada.
Tempo de interiorização.
Como fico sempre atrasada (mesmo assim estou cheia de dores nas pernas pelo ritmo que me tenho imposto), tempo para estar em diálogo com o Pai.
Acontece: oração, revisão de vida e pedido de perdão.
Há sempre coisas que desestabilizam a vontade de emenda e de partir, apenas, para uma vida de exemplo.
Se tal acontecesse já seria talvez santa!
Aspiro à santidade, mas à medida que vou construindo o caminho.
Nesse tempo de interiorização vejo tantas coisas!...
Coisas boas e outras menos boas.
A perturbação que se passa à minha volta (não podemos esquecer que deveria estar em peregrinação em Israel), os atentados, o sofrimento e a solidão de muitos e muitas que gritam por alguma atenção e a cada dia que passa se vêm mais sozinhos.
(Não vou ao hospital nem me ofereço como voluntária pois não sei lidar com o sofrimento e a dor dos outros. Fico sem jeito! - limitações de quem não consegue ultrapassar os seus próprios sentimentos que são, muitas vezes, de culpa por não fazer mais - lutar consigo própria)
Nesse tempo de interiorização faço presentes todos aqueles e aquelas com quem convivo diariamente, ou não.
E penso. Penso na minha amiga que vê o tumor outra vez a avançar. (Protesto conTigo pelo sofrimento dela e da família. Três operações e ele não cede!)
Então divido a minha oração em várias partes:
- louvor pela natureza que me deste para admirar e partilhar com os outros;
- pedir perdão por não viver conforme os Teus preceitos, tendo a certeza que tal nunca irá acontecer, risos. Há vontade de emenda, mas a emenda tarda em chegar...;
- oferecer-Te todos os que amo, todos os amigos, que amo de maneira diferente (por qualquer razão é que os escolhi) e todos os outros que precisam de atenção e carinho:
- resmungar pelo mal que vejo à minha volta e pelo sofrimento sem qualquer justificação.
Mas, no meio do silêncio interrompido pelo bater das ondas, pelo piar das gaivotas e pelo comboio, é no meio deste silêncio que, não sendo total é agradável, eu me sinto mais próxima de Ti e ganho energias para as tarefas escolares que se aproximam.
Obrigada pelas horas calmas do início da manhã e pelos amigos que puseste ao meu lado. Aceitam-me e compreendem-me por aquilo que eu sou e não por aquilo que gostariam que fosse...
Tem sido o local de eleição dos últimos dias.
Não, não fui para a praia para estar naquela atitude de me deixar tocar pelos raios quentes, brilhantes e perigosos do sol.
Fui caminhar. Bem cedo, ainda o dia começava a ensaiar a alegria dos primeiros raios do grande luzeiro do céu, e lá fomos nós, um grupo de quatro, disfrutar do prazer da caminhada de modo a iniciar o novo dia com mais energia e um novo espírito.
Como sou mais lenta, combinamos logo de início que "amigo não empata amigo" e cada qual que seguisse o seu ritmo.
No meu ponto de vista, e desde sempre visto que faço alergia ao sol, a praia é aquela que se experimenta bem cedo.
Vêm-se barcos na faina, alguns funcionários a limpar aquilo que os descuidados e menos escrupulosos abandonam no areal (dá trabalho a levantar para depositar o lixo nos locais próprios...), muitas gaivotas que aproveitam para se espreguiçar e ver chegar a hora da partida para mais uma jornada em busca de alimento ou de banho na água salgada e, o silêncio...
Tempo de jornada.
Tempo de interiorização.
Como fico sempre atrasada (mesmo assim estou cheia de dores nas pernas pelo ritmo que me tenho imposto), tempo para estar em diálogo com o Pai.
Acontece: oração, revisão de vida e pedido de perdão.
Há sempre coisas que desestabilizam a vontade de emenda e de partir, apenas, para uma vida de exemplo.
Se tal acontecesse já seria talvez santa!
Aspiro à santidade, mas à medida que vou construindo o caminho.
Nesse tempo de interiorização vejo tantas coisas!...
Coisas boas e outras menos boas.
A perturbação que se passa à minha volta (não podemos esquecer que deveria estar em peregrinação em Israel), os atentados, o sofrimento e a solidão de muitos e muitas que gritam por alguma atenção e a cada dia que passa se vêm mais sozinhos.
(Não vou ao hospital nem me ofereço como voluntária pois não sei lidar com o sofrimento e a dor dos outros. Fico sem jeito! - limitações de quem não consegue ultrapassar os seus próprios sentimentos que são, muitas vezes, de culpa por não fazer mais - lutar consigo própria)
Nesse tempo de interiorização faço presentes todos aqueles e aquelas com quem convivo diariamente, ou não.
E penso. Penso na minha amiga que vê o tumor outra vez a avançar. (Protesto conTigo pelo sofrimento dela e da família. Três operações e ele não cede!)
Então divido a minha oração em várias partes:
- louvor pela natureza que me deste para admirar e partilhar com os outros;
- pedir perdão por não viver conforme os Teus preceitos, tendo a certeza que tal nunca irá acontecer, risos. Há vontade de emenda, mas a emenda tarda em chegar...;
- oferecer-Te todos os que amo, todos os amigos, que amo de maneira diferente (por qualquer razão é que os escolhi) e todos os outros que precisam de atenção e carinho:
- resmungar pelo mal que vejo à minha volta e pelo sofrimento sem qualquer justificação.
Mas, no meio do silêncio interrompido pelo bater das ondas, pelo piar das gaivotas e pelo comboio, é no meio deste silêncio que, não sendo total é agradável, eu me sinto mais próxima de Ti e ganho energias para as tarefas escolares que se aproximam.
Obrigada pelas horas calmas do início da manhã e pelos amigos que puseste ao meu lado. Aceitam-me e compreendem-me por aquilo que eu sou e não por aquilo que gostariam que fosse...
3 comentários:
Antes demais parabens pela sintese, uma boa nota.
Tou a pensar ir à missa hoje. Pode ser que nos encontremos então.
Tive com o Padre Moura, falamos bastante e ele teve comigo a ler o teu blog...
bjs
Que é que ele disse do blog?
Depois de o ter visto, gostava de saber o comentário.
Bj
adorou, diz que é uma escrita muito boa...
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